Toda marca tem uma história. Poucas sabem como contar.

É aí que eu entro ;)

Estratégia, branding e design para dar forma e direção às marcas.

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Trabalhos selecionados

Arteminha

Estratégia & Campanha 2025

Um ateliê de cerâmica onde cada peça guarda uma memória feita à mão.

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Arteminha
01

Nômade

Estratégia & Social 2024

Café, cultura e comunidade — conteúdo que aquece.

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02

Verso

Branding Editorial 2024

Cada livro merece uma marca à altura das palavras.

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03

Fluxo

Campanha Digital 2025

Yoga para quem vive no caos — uma campanha sobre encontrar pausa.

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04
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Arteminha

Um ateliê de cerâmica onde cada peça guarda uma memória feita à mão.

Tipo Estratégia & Campanha
Ano 2025
Escopo Conceito Criativo, Conteúdo, Mídia, Campanha Offline
Meu papel Estratégia, conceito e direção criativa

O ponto de partida

A Arteminha existe desde 1991, quando Luciana — que já desenhava em papel desde os tempos de faculdade — decidiu transformar seus traços em peças de cerâmica. De lá pra cá, o ateliê em Valinhos virou um espaço onde pinceladas guardam afeto: placas decorativas, porta-joias, lembranças feitas sob encomenda e aulas de pintura que funcionam quase como terapia.

Mas a Arteminha tinha um problema que muitos negócios artesanais enfrentam: a história era linda, e quase ninguém sabia. As redes sociais tinham pouca presença, o tráfego orgânico era baixo e o fluxo de novos clientes dependia quase exclusivamente do boca a boca local. O desafio era claro — dar à Arteminha a voz digital que ela merecia, sem perder o que a torna especial: o toque humano.

Esse projeto nasceu dentro da VERVEA, agência experimental da PUC Campinas, mas desde o início assumi a liderança criativa e estratégica. Não era só um exercício acadêmico — era a chance de construir algo que funcionasse de verdade para uma marca real.

O caminho

Encontrar a alma na argila

Antes de pensar em post ou campanha, precisei entender o que a Arteminha realmente vendia. E não era cerâmica. Era a caneca que vira parte do café de domingo. A placa na porta da casa nova. A caixinha que não guarda só brincos — guarda significado.

Mergulhei no universo da marca: entendi o perfil do público (mulheres de 28 a 85 anos, maioria de Valinhos, que valorizam o feito à mão), mapeei o mercado de artesanato no Brasil — um setor de R$ 102 bilhões com 8,5 milhões de artesãos — e identifiquei as tendências que favoreciam a Arteminha: personalização, sustentabilidade, localismo e bem-estar. A oportunidade estava ali. Faltava a narrativa certa.

Moldar o conceito

O conceito criativo nasceu de uma verdade simples: cada peça da Arteminha carrega mais do que forma e cor — carrega sentimento. Daí veio "Memórias que se moldam à mão", um território de comunicação que conecta o gesto artesanal ao valor emocional do produto.

A tagline da campanha, "Lembranças feitas à mão", traduz isso de forma direta e memorável. Não é sobre vender cerâmica — é sobre oferecer algo que ganha valor com o tempo, que marca um momento, que vira parte da história de quem recebe.

Essa decisão estratégica definiu tudo que veio depois: o tom, as plataformas, o tipo de conteúdo e até a proposta de campanha offline.

Dar forma à presença

Com o conceito definido, desenhei uma estratégia de conteúdo multiplataforma pensada para gerar conexão emocional e converter atenção em visitas e encomendas.

No Instagram, o coração da estratégia: carrosseis de produto com narrativa afetiva, stories interativos com enquetes, e a peça central — a série de Reels "Essa Peça Tem História". Vídeos curtos de 15 a 30 segundos, publicados a cada 15 dias, que mostram como as peças da Arteminha se tornam parte da vida das pessoas. O primeiro episódio, "A Caneca do Domingo", conta a história de uma filha que presenteia a mãe com uma caneca pintada à mão — e que virou tradição em todos os cafés da família.

No TikTok, bastidores das aulas e do processo artesanal com áudios virais. No Facebook, narrativas mais longas e a história completa da marca — desde 1986, de Luciana e sua paixão que passou de geração. Cada plataforma com linguagem própria, mas a mesma essência.

Propus também uma identidade sonora: instrumentais acústicos e lo-fi, sons de café sendo servido, de presente sendo aberto, finalizando com uma voz feminina suave — "Arteminha. Lembranças feitas à mão." Pensada para campanhas de rádio e como assinatura em vídeos, a identidade sonora reforça a memória afetiva em poucos segundos.

E para romper a bolha digital: uma campanha de outdoor na Av. Invernada, em Valinhos. Peças visuais com frases poéticas e imagens de cerâmica — levando a sensibilidade da marca para o espaço urbano.

O que nasceu

O planejamento cobriu 8 semanas de campanha com um investimento de apenas R$ 1.400 — e cada real foi pensado com intenção. O cronograma integrou Instagram, Facebook, TikTok e outdoor de forma coordenada, com métricas claras: engajamento, conversão via direct, novos seguidores e inscrições em aulas.

Nas primeiras semanas de implementação, o engajamento nas redes aumentou significativamente — os conteúdos da série "Essa Peça Tem História" tiveram o dobro de alcance comparado aos posts anteriores. Novos seguidores começaram a chegar não por anúncios, mas por identificação com a narrativa. O outdoor gerou reconhecimento local e reforçou a marca fora do digital.

Mas o resultado que mais importa não cabe em métrica: a Arteminha encontrou sua voz. Uma marca de mais de 30 anos, que sempre teve alma, agora sabe como contá-la. E as pessoas que chegam já chegam conectadas à história — não pelo preço, mas pelo significado.

Esse projeto me ensinou algo que carrego em todos os outros: quando você encontra a verdade de uma marca e sabe como contá-la, o conteúdo não precisa gritar. Ele só precisa fazer sentido.

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Nômade

Café, cultura e comunidade — conteúdo que aquece.

Tipo Estratégia & Social
Ano 2024
Escopo Estratégia Digital, Conteúdo Social

O ponto de partida

O Nômade é um café specialty no centro de São Paulo que tinha tudo — grãos excepcionais, baristas apaixonados, um espaço que faz as pessoas quererem ficar. O que faltava era uma presença digital que fizesse jus a essa experiência. O Instagram tinha 800 seguidores e posts genéricos de latte art.

Eles não precisavam de mais fotos de café — precisavam de uma voz. O desafio era traduzir a experiência sensorial do espaço físico para o digital, criando um motivo para as pessoas voltarem, online e offline.

O caminho

Entender o ritual

Passei três semanas frequentando o Nômade como cliente antes de propor qualquer coisa. Observei quem vinha, por que ficava, o que fotografava. Descobri que o Nômade não era sobre café — era sobre pertencimento. Era o terceiro lugar, o refúgio entre a casa e o trabalho.

Vi clientes voltando no mesmo horário, pedindo o mesmo barista, levando amigos para mostrar "seu lugar". Entendi que a estratégia precisava traduzir essa sensação de estar em casa em um lugar que não é sua casa.

Criar a voz

Desenvolvi um tom editorial — quase literário — para o conteúdo. Em vez de "nosso blend da semana", contávamos a história do produtor em Minas que colheu aqueles grãos. Em vez de fotos genéricas, criamos uma identidade visual com luz natural, tons terrosos e enquadramentos que fazem o scroll parar.

O calendário editorial alternava entre storytelling, educação sobre café e momentos da comunidade. Cada post era uma porta de entrada para a experiência real do espaço. Começamos a chamar de "histórias que aquecem".

Cultivar a comunidade

A estratégia de engajamento foi pensada para criar diálogo, não audiência. Caixas de pergunta sobre rituais matinais, séries de conteúdo sobre a cadeia do café, repost de clientes com curadoria genuína. Cada post era um convite para conversar, não para vender.

Começamos a destacar clientes — seus nomes, seus pedidos favoritos, o que eles pensam sobre o Nômade. A comunidade começou a se sentir parte da história, não apenas espectadora.

O que nasceu

Em dois meses, o perfil saiu de 800 para mais de 5 mil seguidores. Mas o dado que importa é que o engajamento cresceu 340%. As pessoas não só seguiam, conversavam. Comentários longos, histórias genuínas, conexões reais acontecendo nos comentários.

O café passou a ter fila nos fins de semana, e o Nômade atribui diretamente à nova presença digital o aumento de 60% no movimento. Pessoas chegavam dizendo "vi essa história sobre o produtor de café em Minas e queria experimentar". A estratégia de conteúdo tinha criado desejo real.

O Nômade começou a receber propostas de colaboração com marcas afins, foi destaque em dois veículos de lifestyle, e hoje tem uma comunidade que se sente dona no lugar. Isso é o que realmente importa — quando os clientes viram defensores da marca.

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Verso

Cada livro merece uma marca à altura das palavras.

Tipo Branding Editorial
Ano 2024
Escopo Identidade Completa, Templates Editoriais

O ponto de partida

A Verso é uma editora independente que publica autores contemporâneos brasileiros. Tinham um catálogo incrível mas uma identidade que não honrava o conteúdo — genérica, datada, sem personalidade. Precisavam de uma marca que dissesse "aqui, a literatura é levada a sério" sem parecer elitista ou inacessível.

O desafio era maior do que criar um logo bonito. Era criar uma identidade que falasse a mesma linguagem refinada que seus livros. Uma marca que respirasse literatura.

O caminho

Ler entre as linhas

Antes de desenhar, li. Li cinco livros do catálogo, conversei com os editores sobre suas obsessões, entendi que a Verso escolhe livros pela voz, não pelo gênero. Isso virou o conceito central: uma editora que é curadoria de vozes.

Passei tempo em livrarias observando como as pessoas escolhem livros. Percebi que primeiro vem a intenção — "quero algo para pensar", "quero algo para me consolar" —, depois vem a capa. A marca precisava comunicar a intenção antes da estética.

Desenhar o silêncio

A marca da Verso é feita de espaços. A tipografia respira — uma serif clássica redesenhada com proporções contemporâneas. A paleta é mínima: tons de papel antigo, verde musgo, preto tinta. O logo é um detalhe tipográfico que só revela sua inteligência quando você olha com atenção — como um bom livro.

Escolhi trabalhar com negatividade visual, com o que não está dito mas se sente. A marca não grita, sussurra. Convida leitura, não venda.

Dar voz à página

Além da identidade, criei templates editoriais para redes sociais que tratam cada post como uma capa de livro. A presença digital da Verso passou a parecer uma livraria curada — cada imagem uma vitrine que convida a entrar. As tipografias, cores e composições fazem cada post parecer uma página de um livro que você gostaria de ler.

Desenvolvi guidelines para as capas dos livros que mantêm a coerência visual da marca mas permite liberdade criativa para cada projeto. A Verso ficou imediatamente reconhecível nas estantes, mas sem parecer uma franquia.

O que nasceu

A nova identidade foi reconhecida em dois prêmios de design editorial — mas os números que mais importam são outros. O número de autores que se candidatam espontaneamente para publicar pela Verso cresceu 150% depois do rebrand.

Livrarias começaram a destacar os livros Verso em prateleiras especiais, mesmo sem solicitação da editora. A marca conquistou credibilidade visual que antes levaria cinco anos para construir. Críticos literários começaram a mencionar que a Verso é "uma editora que respeita quem escreve".

O que me orgulha mais: autores que recusam propostas de editoras maiores para publicar com a Verso porque sabem que a marca vai honrar seu trabalho. Isso é design funcionando — não como decoração, mas como decisão estratégica que atrai as pessoas certas.

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Fluxo

Yoga para quem vive no caos — uma campanha sobre encontrar pausa.

Tipo Campanha Digital
Ano 2025
Escopo Identidade, Social, Landing Page

O ponto de partida

O Fluxo é um estúdio de yoga em Pinheiros que nasceu com uma proposta diferente: yoga para pessoas que acham que não são "do tipo yoga". Urbano, acessível, sem misticismo forçado. A fundadora vinha de um background de marketing digital e entendia que sua audiência precisava ser convencida, não apenas informada.

Precisavam de uma campanha de lançamento que quebrasse preconceitos e trouxesse um público que normalmente não entraria num estúdio de yoga — executivos, pessoas com ansiedade, entregadores de app. O desafio era falar a linguagem de quem corre.

O caminho

Respirar o propósito

A primeira coisa que fiz foi uma aula. Não para pesquisa — para sentir. Entendi que o Fluxo oferecia algo raro: permissão para parar. Em uma cidade que glorifica a pressa, eles vendiam desaceleração. Mas de um jeito urbano, legitimo, sem parecer new age.

Conversei com potenciais clientes — profissionais estressados, pessoas que criticam yoga, atletas que buscam flexibilidade. A mensagem era consistente: "eu não preciso de yoga, preciso de calma". O Fluxo responderia: "então você precisa de yoga".

Desenhar a pausa

O conceito "Encontre seu fluxo" nasceu da ideia de que fluxo não é sobre performance — é sobre presença. A identidade visual da campanha usou tons suaves de lavanda e branco quente contra tipografia bold e direta. O contraste era intencional: a suavidade do yoga com a energia urbana do público.

Criei um símbolo que era meio fluxo de água, meio silhueta de alguém em movimento. Ambíguo, vivo. A paleta tinha saturação controlada — nada que gritasse espiritual demais ou corporativo demais.

Conectar o movimento

A campanha rodou em Instagram, landing page dedicada e uma sequência de emails que contava histórias reais — uma executiva que descobriu que seu pânico diminuía depois de yoga, um entregador que usava yoga para aliviar dor nas costas, uma estudante que encontrou foco. Cada peça era um convite, não uma venda.

Usamos testimoniais reais, não estilizados. Pessoas falando verdade, sem filtro. "Eu odiava yoga, agora preciso disso" era uma mensagem muito mais poderosa que qualquer promessa genérica.

O que nasceu

Antes da inauguração, 500 pessoas se inscreveram na lista de espera — com uma taxa de conversão de 89% para aulas experimentais. Isso em uma cidade com 20+ estúdios de yoga. O Fluxo lotou em três semanas e mantém fila de espera desde então.

A campanha se tornou referência no bairro e gerou mídia espontânea em dois veículos de lifestyle sem ter pagado por ela. O Fluxo começou a receber DMs de pessoas de bairros longe pedindo "quando vão abrir uma filial perto de mim".

Mas o número mais importante: 87% das aulas experimentais viraram clientes frequentes. A marca atraiu exatamente o público que queria — pessoas que não eram "yoga people" mas que descobriram que precisavam. Isso é marketing funcionando.

Sobre

Sou Ana. Desenho marcas que fazem sentido — e que fazem sentir.

Comecei no design por curiosidade e fiquei por obsessão. Meu caminho passou por projetos de identidade visual, estratégias de conteúdo para redes sociais e campanhas digitais que precisavam dizer algo real.

Hoje, trabalho com marcas que entendem que design não é decoração — é decisão. Cada escolha de cor, cada palavra, cada espaço em branco carrega intenção. Meu trabalho é garantir que essa intenção chegue com clareza e emoção, criando relações que duram.

Acredito em processo, em escuta e em projetos que dão orgulho de assinar. Se você tem uma marca que precisa de mais alma, eu adoraria ouvir sobre ela.

Estratégia antes da estética

Antes de escolher uma paleta, eu escolho um caminho. Uma cor bonita sem propósito é só decoração. Design com intenção começa com perguntas difíceis: por que essa marca existe? O que ela quer fazer sentir? Meu trabalho é respondê-las através de forma visual.

O detalhe é o todo

Uma vírgula fora do lugar muda o tom. Um espaçamento errado muda a sensação. Um tom de cor diferente muda o significado. Eu cuido do que ninguém nota — mas todo mundo sente. Essa é a diferença entre design passável e design que funciona.

Marcas são relações

Uma marca boa não grita. Ela cria intimidade. Como uma conversa boa, ela faz a pessoa querer voltar. Meu trabalho é construir essa relação — através de cada touchpoint, cada palavra escolhida, cada elemento visual que aparece.

Vamos conversar?

contatoanaseva@hotmail.com