É aí que eu entro ;)
Branding, conteúdo e direção criativa para marcas que querem ser lembradas.
Trabalhos selecionados
Campanha e direção criativa desenvolvidas para um ateliê de cerâmica, em projeto acadêmico com briefing real.
Fachada da loja — Arteminha Presentes e Artes, Valinhos
A Arteminha é um ateliê de cerâmica artesanal localizado em Valinhos, especializado em peças pintadas à mão, produtos personalizados e aulas de pintura em cerâmica. Este projeto foi desenvolvido no primeiro semestre de 2025, na disciplina de Projeto Integrador da PUC Campinas. Embora acadêmica, a proposta foi construída a partir de um briefing real e em contato constante com o cliente.
O desafio era ampliar a base de clientes da Arteminha e fortalecer sua presença digital, com foco no aumento de tráfego orgânico e pago nas redes sociais.
A partir de uma pesquisa de mercado e análise de tendências de consumo, buscamos entender exatamente isso. Esse olhar nos levou a perceber que, em um contexto marcado pela velocidade das redes sociais, pelo avanço da inteligência artificial e pela sensação crescente de falta de autenticidade e pertencimento, cresce também o desejo por experiências mais reais, afetivas e pessoais.
Mais do que comprar um objeto pela sua funcionalidade, as pessoas buscam criar memórias, se cercar de peças únicas e atribuir valor simbólico àquilo que escolhem levar para a vida.
A partir desse entendimento, passamos a enxergar as peças da Arteminha não apenas como objetos decorativos, mas como extensões de afeto, memória e presença no cotidiano.
Foi dessa leitura que nasceu o conceito, pensado para traduzir o valor emocional das peças artesanais e reforçar a marca como parte de histórias reais.
Síntese do gesto artesanal, do afeto e do valor simbólico presentes em cada peça.
Moodboard do conceito
Referências visuais que orientaram a identidade da campanha — paleta afetiva, texturas orgânicas e atmosfera artesanal.
A proposta se desdobrou em uma campanha multiplataforma, com planejamento de conteúdo para redes sociais, peças de out of home e uma frente audiovisual pensada para traduzir o universo afetivo da marca e comunicar o valor emocional, pessoal e autêntico que as peças carregam.
Posts de feed que apresentavam os produtos como presentes carregados de significado, explorando situações cotidianas e emocionais, como o café de domingo compartilhado com quem se ama.
Tom mais narrativo e institucional, com textos mais longos sobre a história da Arteminha, sua origem familiar e o valor afetivo de peças personalizadas, como caixinhas e porta-joias.
Conteúdos conectando a prática artística ao bem-estar emocional e ao potencial terapêutico das aulas de cerâmica.
Posts carrossel — Instagram
"Você Ganhou Um Presente"
6 slides
"Criar Com As Mãos Acalma o Coração"
4 slides
"Não É Só Uma Caneca"
3 slides
Stories
Engajamento e humanização a partir da rotina e dos bastidores do ateliê — momentos de produção, aula e atmosfera relaxante.
Reels — "Lembrei de você"
Uma mãe toma chá em um jogo do ateliê e, ao primeiro gole, é levada à lembrança da filha pintando a peça, embalando o presente e entregando-o em um momento de afeto e nostalgia. O vídeo termina com a mãe sorrindo e a assinatura da marca.
TikTok
Linguagem mais espontânea e sensível, com takes da aula de cerâmica e trilha emocional já reconhecida na plataforma, reforçando a atmosfera de acolhimento, afeto e pertencimento.
01 — StoriesBastidores do ateliê
01 — StoriesAtmosfera do espaço
02 — Reels"Lembrei de você"
03 — TikTokAula de cerâmica
No OOH, desenvolvemos peças em formato de mockup pensadas para pontos estratégicos de Valinhos, como a Avenida Invernada, com o objetivo de traduzir o conceito da campanha para o espaço urbano e ampliar o reconhecimento da marca. Para isso, criamos composições visuais centradas no gesto de presentear, no vínculo entre as pessoas e na presença dos objetos artesanais como mediadores de lembranças e relações.
As imagens de fundo utilizadas nessas peças foram geradas por IA como base para os mockups, enquanto a ideia, o texto, a edição, a composição visual e a finalização das peças foram desenvolvidos por mim.
Peças de mídia exterior
Outdoor — Av. Invernada, Valinhos
Outdoor — Av. Invernada, Valinhos
Tive atuação central no desenvolvimento criativo do projeto, desde a construção do conceito e dos principais insights até a execução de grande parte das entregas. Fui responsável pela criação e produção dos conteúdos para redes sociais, incluindo ideia, direção criativa, fotografia, edição e desdobramento visual dos posts para Instagram e Facebook. Também desenvolvi as peças de out of home em formato de mockup, com direção visual, composição, tipografia e tratamento de imagem. Na frente audiovisual, atuei na concepção dos stories, no desenvolvimento da narrativa do reels, na seleção de atmosfera e linguagem do TikTok, além de roteirização, gravação, direção de arte e edição dos vídeos. Também participei da construção da proposta sonora do projeto, pensando trilhas e ambiência em sintonia com o tom afetivo da campanha.
Café, cultura e comunidade — conteúdo que aquece.
O Nômade é um café specialty no centro de São Paulo que tinha tudo — grãos excepcionais, baristas apaixonados, um espaço que faz as pessoas quererem ficar. O que faltava era uma presença digital que fizesse jus a essa experiência. O Instagram tinha 800 seguidores e posts genéricos de latte art.
Eles não precisavam de mais fotos de café — precisavam de uma voz. O desafio era traduzir a experiência sensorial do espaço físico para o digital, criando um motivo para as pessoas voltarem, online e offline.
Passei três semanas frequentando o Nômade como cliente antes de propor qualquer coisa. Observei quem vinha, por que ficava, o que fotografava. Descobri que o Nômade não era sobre café — era sobre pertencimento. Era o terceiro lugar, o refúgio entre a casa e o trabalho.
Vi clientes voltando no mesmo horário, pedindo o mesmo barista, levando amigos para mostrar "seu lugar". Entendi que a estratégia precisava traduzir essa sensação de estar em casa em um lugar que não é sua casa.
Desenvolvi um tom editorial — quase literário — para o conteúdo. Em vez de "nosso blend da semana", contávamos a história do produtor em Minas que colheu aqueles grãos. Em vez de fotos genéricas, criamos uma identidade visual com luz natural, tons terrosos e enquadramentos que fazem o scroll parar.
O calendário editorial alternava entre storytelling, educação sobre café e momentos da comunidade. Cada post era uma porta de entrada para a experiência real do espaço. Começamos a chamar de "histórias que aquecem".
A estratégia de engajamento foi pensada para criar diálogo, não audiência. Caixas de pergunta sobre rituais matinais, séries de conteúdo sobre a cadeia do café, repost de clientes com curadoria genuína. Cada post era um convite para conversar, não para vender.
Começamos a destacar clientes — seus nomes, seus pedidos favoritos, o que eles pensam sobre o Nômade. A comunidade começou a se sentir parte da história, não apenas espectadora.
Em dois meses, o perfil saiu de 800 para mais de 5 mil seguidores. Mas o dado que importa é que o engajamento cresceu 340%. As pessoas não só seguiam, conversavam. Comentários longos, histórias genuínas, conexões reais acontecendo nos comentários.
O café passou a ter fila nos fins de semana, e o Nômade atribui diretamente à nova presença digital o aumento de 60% no movimento. Pessoas chegavam dizendo "vi essa história sobre o produtor de café em Minas e queria experimentar". A estratégia de conteúdo tinha criado desejo real.
O Nômade começou a receber propostas de colaboração com marcas afins, foi destaque em dois veículos de lifestyle, e hoje tem uma comunidade que se sente dona no lugar. Isso é o que realmente importa — quando os clientes viram defensores da marca.
Cada livro merece uma marca à altura das palavras.
A Verso é uma editora independente que publica autores contemporâneos brasileiros. Tinham um catálogo incrível mas uma identidade que não honrava o conteúdo — genérica, datada, sem personalidade. Precisavam de uma marca que dissesse "aqui, a literatura é levada a sério" sem parecer elitista ou inacessível.
O desafio era maior do que criar um logo bonito. Era criar uma identidade que falasse a mesma linguagem refinada que seus livros. Uma marca que respirasse literatura.
Antes de desenhar, li. Li cinco livros do catálogo, conversei com os editores sobre suas obsessões, entendi que a Verso escolhe livros pela voz, não pelo gênero. Isso virou o conceito central: uma editora que é curadoria de vozes.
Passei tempo em livrarias observando como as pessoas escolhem livros. Percebi que primeiro vem a intenção — "quero algo para pensar", "quero algo para me consolar" —, depois vem a capa. A marca precisava comunicar a intenção antes da estética.
A marca da Verso é feita de espaços. A tipografia respira — uma serif clássica redesenhada com proporções contemporâneas. A paleta é mínima: tons de papel antigo, verde musgo, preto tinta. O logo é um detalhe tipográfico que só revela sua inteligência quando você olha com atenção — como um bom livro.
Escolhi trabalhar com negatividade visual, com o que não está dito mas se sente. A marca não grita, sussurra. Convida leitura, não venda.
Além da identidade, criei templates editoriais para redes sociais que tratam cada post como uma capa de livro. A presença digital da Verso passou a parecer uma livraria curada — cada imagem uma vitrine que convida a entrar. As tipografias, cores e composições fazem cada post parecer uma página de um livro que você gostaria de ler.
Desenvolvi guidelines para as capas dos livros que mantêm a coerência visual da marca mas permite liberdade criativa para cada projeto. A Verso ficou imediatamente reconhecível nas estantes, mas sem parecer uma franquia.
A nova identidade foi reconhecida em dois prêmios de design editorial — mas os números que mais importam são outros. O número de autores que se candidatam espontaneamente para publicar pela Verso cresceu 150% depois do rebrand.
Livrarias começaram a destacar os livros Verso em prateleiras especiais, mesmo sem solicitação da editora. A marca conquistou credibilidade visual que antes levaria cinco anos para construir. Críticos literários começaram a mencionar que a Verso é "uma editora que respeita quem escreve".
O que me orgulha mais: autores que recusam propostas de editoras maiores para publicar com a Verso porque sabem que a marca vai honrar seu trabalho. Isso é design funcionando — não como decoração, mas como decisão estratégica que atrai as pessoas certas.
Yoga para quem vive no caos — uma campanha sobre encontrar pausa.
O Fluxo é um estúdio de yoga em Pinheiros que nasceu com uma proposta diferente: yoga para pessoas que acham que não são "do tipo yoga". Urbano, acessível, sem misticismo forçado. A fundadora vinha de um background de marketing digital e entendia que sua audiência precisava ser convencida, não apenas informada.
Precisavam de uma campanha de lançamento que quebrasse preconceitos e trouxesse um público que normalmente não entraria num estúdio de yoga — executivos, pessoas com ansiedade, entregadores de app. O desafio era falar a linguagem de quem corre.
A primeira coisa que fiz foi uma aula. Não para pesquisa — para sentir. Entendi que o Fluxo oferecia algo raro: permissão para parar. Em uma cidade que glorifica a pressa, eles vendiam desaceleração. Mas de um jeito urbano, legitimo, sem parecer new age.
Conversei com potenciais clientes — profissionais estressados, pessoas que criticam yoga, atletas que buscam flexibilidade. A mensagem era consistente: "eu não preciso de yoga, preciso de calma". O Fluxo responderia: "então você precisa de yoga".
O conceito "Encontre seu fluxo" nasceu da ideia de que fluxo não é sobre performance — é sobre presença. A identidade visual da campanha usou tons suaves de lavanda e branco quente contra tipografia bold e direta. O contraste era intencional: a suavidade do yoga com a energia urbana do público.
Criei um símbolo que era meio fluxo de água, meio silhueta de alguém em movimento. Ambíguo, vivo. A paleta tinha saturação controlada — nada que gritasse espiritual demais ou corporativo demais.
A campanha rodou em Instagram, landing page dedicada e uma sequência de emails que contava histórias reais — uma executiva que descobriu que seu pânico diminuía depois de yoga, um entregador que usava yoga para aliviar dor nas costas, uma estudante que encontrou foco. Cada peça era um convite, não uma venda.
Usamos testimoniais reais, não estilizados. Pessoas falando verdade, sem filtro. "Eu odiava yoga, agora preciso disso" era uma mensagem muito mais poderosa que qualquer promessa genérica.
Antes da inauguração, 500 pessoas se inscreveram na lista de espera — com uma taxa de conversão de 89% para aulas experimentais. Isso em uma cidade com 20+ estúdios de yoga. O Fluxo lotou em três semanas e mantém fila de espera desde então.
A campanha se tornou referência no bairro e gerou mídia espontânea em dois veículos de lifestyle sem ter pagado por ela. O Fluxo começou a receber DMs de pessoas de bairros longe pedindo "quando vão abrir uma filial perto de mim".
Mas o número mais importante: 87% das aulas experimentais viraram clientes frequentes. A marca atraiu exatamente o público que queria — pessoas que não eram "yoga people" mas que descobriram que precisavam. Isso é marketing funcionando.
Sobre
Meu nome é Ana Sevá, tenho 21 anos e estou no 5º semestre de Publicidade e Propaganda na PUC Campinas. Antes disso, passei pela ESPM, uma experiência que contribuiu muito para a forma como eu enxergo criação, mercado e o papel da comunicação.
Desde cedo, fui desenvolvendo um olhar muito voltado para a criação. Sempre me interessei pelo processo por trás de transformar as ideias mais ousadas em algo concreto, bonito e, principalmente, memorável. Com o tempo, esse interesse cresceu junto comigo e se misturou à minha vivência como artista e criadora de conteúdo, o que ampliou meu repertório e me aproximou ainda mais do universo da narrativa, estética, construção de imagem e de tudo aquilo que faz uma marca não só ser vista, mas lembrada.
Hoje, atuo em áreas como branding, identidade visual, criação de conteúdo, produção audiovisual e social media. Me identifico especialmente com projetos que combinam sensibilidade, criatividade e pensamento estratégico, porque acredito que uma comunicação coerente nasce justamente desse equilíbrio.
Sou curiosa, proativa e gosto de observar, pesquisar e testar caminhos diferentes dentro de cada projeto. Levo muito a sério a ideia de lifelong learning — então estou sempre buscando aprender, expandir repertório e evoluir criativamente.
Trajetória
Artista & criadora de conteúdo
Antes de entrar na faculdade, atuei como artista e criadora de conteúdo, construindo uma presença digital que somou mais de 600 mil seguidores entre TikTok, Instagram, YouTube e Spotify. Gerenciei sozinha minha imagem, minha produção e meu engajamento — o que me deu experiência com criação, linguagem digital, construção de audiência e gestão de presença online.
Publicidade & Propaganda — ESPM
Iniciei a graduação na ESPM, onde desenvolvi projetos para marcas como Oral-B, Hyundai, Heineken, Farm, Salon Line e Cheetos, até o 3º semestre acadêmico.
Publicidade & Propaganda — PUC Campinas
Transferi para a PUC Campinas, onde estou no 5º semestre, com previsão de conclusão em dezembro de 2027. Desenvolvi projetos para Arteminha, Equaliv e Nespresso. Paralelamente, sigo com projetos freelance de branding e identidade visual para marcas e negócios locais.
O que faço
Ferramentas
Estou em um momento de crescimento, construindo repertório e buscando oportunidades que me desafiem e me permitam evoluir dentro da comunicação e da criação.
Se fizer sentido pra você, vamos conversar! :)
contatoanaseva@hotmail.com